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MANIFESTAÇÃO JURÍDICA E RECURSO DE URGÊNCIA Nº 01/2026

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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
GABINETE DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO

MANIFESTAÇÃO JURÍDICA E RECURSO DE URGÊNCIA Nº 01/2026 – AGU
Brasília, 18 de abril de 2026

Assunto: Interposição de recurso e pedido de revogação da prisão preventiva de Luís Inácio Lula da Silva (anteriormente identificado como Caio Rodriguez Lima).

À
2ª Vara Criminal da Comarca de Teresópolis
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

A ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO, por intermédio de seu Advogado-Geral da União, Toryel Nunes, no exercício das competências constitucionais de defesa da ordem jurídica, da estabilidade institucional e dos interesses da União, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência apresentar:

RECURSO COM PEDIDO DE REVOGAÇÃO IMEDIATA DE PRISÃO PREVENTIVA

em favor de LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, atualmente Presidente do Senado Federal, pelos fundamentos jurídicos e institucionais a seguir expostos.


I — DOS FATOS

O cidadão Caio Rodriguez Lima, atualmente identificado como Luís Inácio Lula da Silva, foi preso em flagrante sob acusação de crimes contra a honra após proferir manifestações políticas em via pública dirigidas ao Sr. Kayque Pereira, atual Vice-Presidente da República.

Posteriormente, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, sob alegação de garantia da ordem pública e ausência injustificada em audiência de custódia.

Todavia, verifica-se que os fatos narrados decorrem exclusivamente de manifestação política verbal, sem violência, ameaça concreta ou risco real à integridade física de terceiros.


II — DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A Constituição Federal estabelece como fundamentos essenciais da República:

Artigos Fundamentais — XIV
A defesa da democracia, da liberdade de expressão e do pluralismo político.

Além disso, o Art. 2º do Código Civil assegura:

“Fica garantido a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país o exercício dos direitos civis, incluindo a liberdade de locomoção, de expressão, de associação, de religião e de livre manifestação do pensamento.”

As expressões atribuídas ao acusado inserem-se no campo do debate político, sendo reconhecido pela jurisprudência constitucional que figuras públicas estão sujeitas a maior grau de crítica social e política.

Não houve:

  • incitação à violência;
  • ameaça concreta;
  • organização criminosa;
  • risco institucional imediato.

A prisão preventiva aplicada em razão de manifestação política configura medida desproporcional e incompatível com o regime democrático.


III — DA FRAGILIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA

A decisão judicial fundamentou a preventiva em:

  • garantia da ordem pública;
  • possível reiteração delitiva;
  • ausência em audiência de custódia.

Contudo:

  1. Crime contra a honra não constitui, por si só, fundamento suficiente para prisão preventiva, sendo infração sem violência ou grave ameaça.

  2. A ausência em audiência de custódia não pode ser automaticamente interpretada como tentativa de fuga, sobretudo diante da notoriedade pública do acusado e de sua atuação institucional permanente.

  3. Medidas cautelares diversas da prisão seriam plenamente adequadas, nos termos do princípio da proporcionalidade.


IV — DO POSSÍVEL CONFLITO DE INTERESSES E MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Observa-se que o querelante ocupa o cargo de Vice-Presidente da República, havendo histórico público de conflitos políticos entre as partes.

Registra-se ainda que:

  • o acusado exerce o cargo de Presidente do Senado Federal;
  • a prisão impede diretamente o funcionamento regular do Poder Legislativo;
  • há indícios de utilização do aparato penal em contexto político-partidário.

A jurisprudência constitucional brasileira repudia a instrumentalização do Direito Penal para contenção de posições ideológicas.


V — DO IMPACTO INSTITUCIONAL

A manutenção da prisão produz efeitos diretos sobre:

  • o equilíbrio entre os Poderes da República;
  • o funcionamento do Congresso Nacional;
  • a representação política legitimamente constituída.

A privação de liberdade de autoridade máxima do Senado exige fundamentação excepcionalíssima, inexistente no presente caso.


VI — DOS PEDIDOS

Diante do exposto, a ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO requer:

  1. A revogação imediata da prisão preventiva de Luís Inácio Lula da Silva;
  2. A concessão de liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares alternativas, caso Vossa Excelência entenda necessário;
  3. O reconhecimento da natureza política e constitucionalmente protegida das manifestações realizadas;
  4. A comunicação imediata ao Congresso Nacional acerca da decisão, diante do impacto institucional envolvido;
  5. O regular prosseguimento do feito sem restrição indevida à liberdade pessoal do acusado.

Nestes termos,
Pede deferimento.

Brasília, 18 de abril de 2026.

TORYEL NUNES
Advogado-Geral da União
Advocacia-Geral da União — AGU
República Federativa do Brasil

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